
"Vaidade de vaidade, diz o Pregador, tudo é vaidade."
Eclesiastes 12.8
A explicação mais estranha que já ouvi sobre a vaidade foi a de que essa palavra significa: "vá idade", ou seja, "o tempo tá correndo e você tá ficando velho". Sei lá, me pareceu engraçado, mas um pouco fora da realidade. A palavra vaidade representa a inutilidade das coisas em geral, e não apenas da juventude. Vem daquilo que é sem valor, que é vão, por isso chamamos de vaidade. Uma pessoa vaidosa é uma pessoa preocupada com coisas que não possuem valor eterno, que passam rapidamente, como a beleza, a juventude (nesse caso se encaixa a explicação do "vá idade"), os bens, e em alguns casos até a vida humana .
É interessante notar como as igrejas de hoje gostam de detonar com qualquer pessoa que se mostre um pouco mais vaidosa, sem perceberem que estão cercadas de vaidade por todos os lados, inclusive pelo lado de dentro.
"Não usem jóias, não cortem, não vistam, não pintem, não mudem, não furem, não mostrem..." e mais um mundo de regras inventadas para manter sob rédeas curtas o povo que ainda não viu a portentosa vaidade dos que lhes ensinam essas coisas. Sim, porque se analisarmos o mundo à nossa volta, de acordo com a Palavra de Deus, tudo é vaidade! E se não se pode usar ou fazer isso ou aquilo porque é vaidade, então nem mesmo viver seria permitido! Se considerarmos todo tipo de vaidade como prejudicial, então não nos resta mais nada nessa vida, porque tudo é vaidade.
O mesmo Sr. Santidade, que diz ao povo: "não usem jóias, é vaidade!", usa gravata constantemente. Para que serve uma gravata? Pra segurar o pescoço? Não! Serve para demonstrar status, para adornar, para embelezar. Mas se a beleza é vaidade, porque é passageira, então a nova regra deveria ser: "não usem gravatas, é vaidade!" Além da gravata utliza-se ainda o prendedor de gravata, que é tão cheio de vaidade quanto a própria gravata. Isso sem falar nos botões na manga do paletó que não servem pra nada, nos detalhes nos sapatos, nos relógios de variados modelos, nas golas das camisas, nas cores mais diversas das roupas, no perfume (que poderia ser substituído por um antitranspirante sem fragrância alguma), no sabor do creme dental, e mais uma dezena de coisas vãs, que não servem para outra coisa senão para EMBELEZAR, ENVAIDECER!!!
Por falar em embelezar, podemos também nos lembrar que essas ordens contra a vaidade, normalmente emanam de templos luxuosos, com paredes bem pintadas, poltronas confortáveis, móveis caros e limpos, tribunas entalhadas, ou de vidro caríssimo, telões de última geração, microfones profissionais, câmeras de televisão e mais uma série de coisas que, se pararmos para analisar, são vãs, não porque não tenham utilidade, mas porque sobreviveríamos sem elas se nos acostumássemos, e também porque são tão passageiras quanto o tempo.
Não sou contra o uso de nada disso que citei. E também não acho que deveríamos viver em uma sociedade sem parâmetros, sem limites. Porém, penso que não podemos proibir o ser humano de ser vaidoso, porque isso é o que somos. Buscamos coisas vãs o tempo todo, nos sentimos bem em fazê-lo. As próprias regras contra a vaidade não passam de uma busca vaidosa do homem pelo poder de dominar e controlar. Acredito que, assim como tudo, a vaidade em excesso causa problemas, mas quando não há vaidade alguma, então não há mais vida hum
ana.
Se ainda se pretende manter o povo sob um jugo de "não toques, não manuseies", então deveriam arrumar outra desculpa, porque essa da vaidade já tá furada... usar isso ou aquilo pode causar problemas sim, mas não por causa da vaidade. Se a vaidade está em tudo o que fazemos, inclusive no universo em que vivemos, então, não podemos fugir dela, temos que aprender a controlar os sentimentos que nascem à partir dela, isso sim. Assim como a inteligência em si não é má, mas pode produzir remédios ou armas, também a vaidade, em essência, não é má.
Se pararmos para pensar, até mesmo as nossas boas obras para com Deus se tornam vaidade mais cedo ou mais tarde... sim, veja bem, se somos salvos pela Graça, e se toda a bondade que podemos manifestar não passa de trapos imundos diante de Deus, logo, nossas boas obras são inúteis no sentido de não conseguirem nos elevar a um novo nível de existência, portanto, são vãs, são vaidade. No tribunal de Cristo, quando formos provados para recebermos o nosso galardão segundo as obras que fizermos, ficaremos supresos em descobrir que as que mais valorizávamos não passaram de palha no fogo. É claro que algumas obras produzem frutos eternos, e por isso, jamais serão inúteis, serão recompensadas, mas se olharmos com atenção, são bem poucas...
O jugo da "não-vaidade", não pode ser lançado nos ombros de ninguém. Porque todos nós somos vaidosos. O alvo, na verdade, é encontrar o equilíbrio, onde não somos belos por causa do nosso exterior bem adornado, mas sim por causa do que há de fato em nós. Isso, porém, não nos impede de sermos belos, vaidosos exteriormente, pelo contrário, ser bonito por dentro e por fora é muito melhor do que ser bonito só por um lado... se posso ser os dois, então, porque não?
O que não podemos, em hipótese nenhuma, é deixar que a busca pela beleza exterior diminua a intensidade da busca pela beleza interior. Mas inventar proibições não levará ninguém a lugar nenhum. Só julgamos a vaidade de alguém com base no que achamos ser exagerado, mas isso é muito relativo, usar calça pode ser a moda de hoje, mas se amanhã a moda for usar vestido? Proibiremos as mulheres de usarem tal peça e as obrigaremos a usarem calças? E quando a moda mudar de novo? Mudaremos as regras outra vez? No final das contas, ser preocupado com a aparência, ou ser preocupado com a vaidade alheia, são coisas que não produzem frutos eternos, portanto, são passageiras, são apenas...
É interessante notar como as igrejas de hoje gostam de detonar com qualquer pessoa que se mostre um pouco mais vaidosa, sem perceberem que estão cercadas de vaidade por todos os lados, inclusive pelo lado de dentro.
"Não usem jóias, não cortem, não vistam, não pintem, não mudem, não furem, não mostrem..." e mais um mundo de regras inventadas para manter sob rédeas curtas o povo que ainda não viu a portentosa vaidade dos que lhes ensinam essas coisas. Sim, porque se analisarmos o mundo à nossa volta, de acordo com a Palavra de Deus, tudo é vaidade! E se não se pode usar ou fazer isso ou aquilo porque é vaidade, então nem mesmo viver seria permitido! Se considerarmos todo tipo de vaidade como prejudicial, então não nos resta mais nada nessa vida, porque tudo é vaidade.
O mesmo Sr. Santidade, que diz ao povo: "não usem jóias, é vaidade!", usa gravata constantemente. Para que serve uma gravata? Pra segurar o pescoço? Não! Serve para demonstrar status, para adornar, para embelezar. Mas se a beleza é vaidade, porque é passageira, então a nova regra deveria ser: "não usem gravatas, é vaidade!" Além da gravata utliza-se ainda o prendedor de gravata, que é tão cheio de vaidade quanto a própria gravata. Isso sem falar nos botões na manga do paletó que não servem pra nada, nos detalhes nos sapatos, nos relógios de variados modelos, nas golas das camisas, nas cores mais diversas das roupas, no perfume (que poderia ser substituído por um antitranspirante sem fragrância alguma), no sabor do creme dental, e mais uma dezena de coisas vãs, que não servem para outra coisa senão para EMBELEZAR, ENVAIDECER!!!
Por falar em embelezar, podemos também nos lembrar que essas ordens contra a vaidade, normalmente emanam de templos luxuosos, com paredes bem pintadas, poltronas confortáveis, móveis caros e limpos, tribunas entalhadas, ou de vidro caríssimo, telões de última geração, microfones profissionais, câmeras de televisão e mais uma série de coisas que, se pararmos para analisar, são vãs, não porque não tenham utilidade, mas porque sobreviveríamos sem elas se nos acostumássemos, e também porque são tão passageiras quanto o tempo.
Não sou contra o uso de nada disso que citei. E também não acho que deveríamos viver em uma sociedade sem parâmetros, sem limites. Porém, penso que não podemos proibir o ser humano de ser vaidoso, porque isso é o que somos. Buscamos coisas vãs o tempo todo, nos sentimos bem em fazê-lo. As próprias regras contra a vaidade não passam de uma busca vaidosa do homem pelo poder de dominar e controlar. Acredito que, assim como tudo, a vaidade em excesso causa problemas, mas quando não há vaidade alguma, então não há mais vida hum
ana.Se ainda se pretende manter o povo sob um jugo de "não toques, não manuseies", então deveriam arrumar outra desculpa, porque essa da vaidade já tá furada... usar isso ou aquilo pode causar problemas sim, mas não por causa da vaidade. Se a vaidade está em tudo o que fazemos, inclusive no universo em que vivemos, então, não podemos fugir dela, temos que aprender a controlar os sentimentos que nascem à partir dela, isso sim. Assim como a inteligência em si não é má, mas pode produzir remédios ou armas, também a vaidade, em essência, não é má.
Se pararmos para pensar, até mesmo as nossas boas obras para com Deus se tornam vaidade mais cedo ou mais tarde... sim, veja bem, se somos salvos pela Graça, e se toda a bondade que podemos manifestar não passa de trapos imundos diante de Deus, logo, nossas boas obras são inúteis no sentido de não conseguirem nos elevar a um novo nível de existência, portanto, são vãs, são vaidade. No tribunal de Cristo, quando formos provados para recebermos o nosso galardão segundo as obras que fizermos, ficaremos supresos em descobrir que as que mais valorizávamos não passaram de palha no fogo. É claro que algumas obras produzem frutos eternos, e por isso, jamais serão inúteis, serão recompensadas, mas se olharmos com atenção, são bem poucas...
O jugo da "não-vaidade", não pode ser lançado nos ombros de ninguém. Porque todos nós somos vaidosos. O alvo, na verdade, é encontrar o equilíbrio, onde não somos belos por causa do nosso exterior bem adornado, mas sim por causa do que há de fato em nós. Isso, porém, não nos impede de sermos belos, vaidosos exteriormente, pelo contrário, ser bonito por dentro e por fora é muito melhor do que ser bonito só por um lado... se posso ser os dois, então, porque não?
O que não podemos, em hipótese nenhuma, é deixar que a busca pela beleza exterior diminua a intensidade da busca pela beleza interior. Mas inventar proibições não levará ninguém a lugar nenhum. Só julgamos a vaidade de alguém com base no que achamos ser exagerado, mas isso é muito relativo, usar calça pode ser a moda de hoje, mas se amanhã a moda for usar vestido? Proibiremos as mulheres de usarem tal peça e as obrigaremos a usarem calças? E quando a moda mudar de novo? Mudaremos as regras outra vez? No final das contas, ser preocupado com a aparência, ou ser preocupado com a vaidade alheia, são coisas que não produzem frutos eternos, portanto, são passageiras, são apenas...

Vaidade de vaidade... então.... pra quê se preocupar? Tudo é vaidade!
Concordo. Caras como eu, bonitos por natureza, precisam se cuidar pra não cair nos maléficos laços da vaidade... Se o tempo que se perde criando proibições e verificando o cumprimento delas fosse empregado no resgate de almas, o mundo seria bem melhor: O Governo de Deus seria instaurado em todas as nações.
ResponderExcluirTeu blog será linkado no meu. ;-) PAZ!
ResponderExcluirVAIDADE DE VAIDADE, É UMA FACA DE DOIS GUMES, UM DOS PONTOS CULMINANTES DOS ENSINAMENTOS DO NOSSO MESTRE YESHUA, É QUE QUANDO ELE VOLTAR PELA SEGUNDA VEZ PARA BUSCAR A SUA IGREJA, SERÁ QUE ENCONTRARIA FÉ NA TERRA. NOS PREOCUPAMOS COM MUITAS COISAS, QUANDO O NECESSÁRIO É SÓ TER FÉ.
ResponderExcluir"porque isso é o que somos. Buscamos coisas vãs o tempo todo, nos sentimos bem em fazê-lo."
ResponderExcluirPoderia eu complementar e dizer:
"Porque somos falhos, somos humanos..."